Modo Claro

Ex-Patrocinador — Extras

Extra 7 ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ ∙

Cheongyeon ajeitou o cabelo bagunçado de Jiyun e se deitou. Nisso, Jihan trouxe um edredom e o jogou de forma ríspida.

— Eu não sei de nada, enfim. É assunto de vocês dois, então você que sabe.

— Sinceramente, acho que você tem razão, mas, justo você falando, me dá raiva.

— Amadureça um pouco, Yoo Cheongyeon. Já tem filho, então modera essas fugas. Tsc, tsc.

Jihan começou a dar conselhos com voz solene. Mesmo sabendo que ele falava naquele tom de propósito, não havia como não ficar irritado.

— Por que você está bancando o adulto de repente?

— Por quê. Seu hyung está estiloso?

— Que sujeito insuportável…

— O Moon Do-Heon ainda não deu notícia?

— Eu desliguei o celular.

— Que beleza de atitude.

— …Deixa. De qualquer forma eu volto para casa amanhã.

Ele tinha deixado o roteiro lá e, pensando bem, também não pegou as coisas que Jiyun levaria para a creche.

Jihan entrou no quarto e, na sala, logo ecoava a respiração sibilante de Jiyun. Olhando o rostinho rechonchudo e branquinho da criança, Cheongyeon suspirou.

Foi impulsivo ao sair, mas, uma vez feita a besteira e diante de uma situação irreversível, a preocupação veio tardiamente. Só de pensar em consertar aquilo amanhã já lhe dava tontura.

Será que eu ligo agora e volto para casa? Ele deve estar muito bravo, né?

Ele pensou em ligar o celular, mas, para entrar em contato com Do-Heon e resolver tudo conversando, tinha acontecido coisa demais naquele dia. Cheongyeon já estava exausto.

No fim, decidiu adiar para o dia seguinte tudo o que precisava resolver.

Cheongyeon piscava lentamente as pálpebras cada vez mais pesadas, esperando o sono chegar, e ainda assim pensava em Do-Heon.

Quando ele o pressionava, todas as mágoas antigas voltavam de uma vez e ficava difícil reagir com racionalidade. Ultimamente Do-Heon o tratava com muito mais carinho, mas ainda havia uma diferença de temperatura entre eles. Comparado a ele, tão frio, Cheongyeon se exaltava e se irritava com facilidade.

Por ora… amanhã, com certeza, vou conversar com calma com o Do-Heon. E pedir desculpas por ter feito as malas e saído de casa.

…Depois disso a gente dá um jeito.

∙ ∙ ∙ ∙ ∙ ∙

No dia seguinte. Talvez por causa da cama estranha, ele acordou bem cedo. Acostumado a sentir sempre o peso de um braço robusto envolvendo seus ombros, dormir tão leve era esquisito. Faltava uma sensação de segurança.

Cheongyeon se ergueu e olhou ao redor. Jiyun ainda dormia ao lado e Jihan tinha deixado um bilhete e saído.

> — Ei tenho compromisso de manhã então saí. Volta logo pra casa enquanto eu falo com jeitinho tsc tsc >

Ele teve a ilusão de ouvir a voz de Jihan estalando a língua, como quem acha aquilo patético.

Cheongyeon se levantou e começou a dobrar o edredom. Justamente era a hora de Jiyun acordar, e ele despertou depois de balbuciar um pouco.

— Deixa o papai ver sua testa, Jiyun.

— Uhn?

— A cabeça não dói? Parece que a febre passou mesmo.

— Uhum…

— Hehe. Que bom.

— Papai. Beijinho.

— Meu filho. De quem você puxou para ser tão lindo?

Cheongyeon beijou a testa de Jiyun e, rindo, apertou com as mãos as bochechas rechonchudas.

— Uhum. Casa. A gente não vai pra nossa casa?

Jiyun perguntou abraçando Cheongyeon. Cheongyeon deu tapinhas nas costas da criança pendurada em seu pescoço.

— A gente vai agora. Vamos.

Depois de vestir roupas novas em Jiyun e tomar café da manhã com ele, saíram da casa de Jihan.

Do-Heon provavelmente estaria esperando na creche de Jiyun ou diante de casa. Mesmo sem marcarem nada, dava para prever que logo se encontrariam.

Será que eu ligo para o Do-Heon dizendo para não se preocupar? Cheongyeon segurava Jiyun com um braço e, com a outra mão, ligou o celular. Mas, antes mesmo que a tela apagada acendesse por completo, ele se deparou com Do-Heon.

Ele estava de terno, com o carro estacionado diante da casa de Jihan.

— Bom dia.

E cumprimentou Cheongyeon com toda a naturalidade. Cheongyeon ficou sem palavras por um instante.

— Papai! Bom dia!

Jiyun, no colo de Cheongyeon, se debateu fazendo manha para descer. Quando ele o pôs no chão como queria, Jiyun saiu correndo direto para Do-Heon. Quando ele o ergueu no colo, Jiyun soltou um “aêee!” de alegria.

— Papai, cadê você? De noite? O Jiyuni fez soninho…

Em vez de responder à pergunta de por que não estava ao lado dele à noite, Do-Heon tocou a testa de Jiyun. Ao confirmar que não havia febre, beijou sua bochecha.

— Dormiu bem?

— Sim! Fiz soninho.

— E não está doente?

— Agora tô bem.

Cheongyeon contemplou em silêncio Do-Heon, que, como ele, cuidava primeiro da saúde de Jiyun.

— …Que roupa é essa. É a de ontem.

Sem saber o que dizer, Cheongyeon apontou o terno de Do-Heon, que justamente entrou em seu campo de visão.

— Você não escolheu a de hoje.

— E por isso você vem com a mesma de novo?

— Sim.

A resposta foi tão confiante que ele ficou sem palavras por um instante.

— Ouvi que você esperou bastante no hospital ontem.

Ele não tinha contado isso, e não sabia como ele descobriu de novo. Mas não fez questão de investigar.

— …O que eu podia fazer? A criança estava doente, tinha que esperar.

— Você podia ter ao menos ligado para o secretário Shim.

— A febre já passou, então está resolvido.

Cheongyeon respondeu como quem diz que não adianta apurar culpas agora. E então continuou.

— Se você sabe que eu esperei muito no hospital ontem, deve saber também que eu esperei na sua empresa.

— Sim. Se você pretendia não atender de propósito, para começar não teria esperado no estacionamento da empresa.

Do-Heon reconheceu que Cheongyeon não tinha deixado de atender de propósito.

— Desculpa.

— …….

A cabeça de Cheongyeon, que ponderava o que responder, ficou branca num instante. Por causa daquele pedido de desculpas inesperado vindo da boca de Do-Heon.

Foi uma frase curta, sem nenhum floreio antes ou depois, mas dava para sentir que não era algo protocolar, e sim sincero. Cheongyeon sabia.

— Ontem eu cheguei em casa e me assustei por não ver você nem o Jiyun. Como não conseguia contato, achei que tinha acontecido alguma coisa e me exaltei…

Talvez por ter relembrado aquilo, o cenho de Do-Heon se franziu de leve.

— Naquela hora eu me exaltei de verdade e, nada típico de mim, a emoção falou mais alto.

Do-Heon era sempre alguém em quem a razão vinha primeiro. Ele não imaginava que uma frase dessas sairia da boca daquele homem.

— Eu admito que minha reação foi excessiva. Então volte para casa.

Era algo realmente estranho. Até o dia anterior, só de pensar em Do-Heon a raiva e a sensação de traição vinham primeiro e o magoavam; e, desde o instante em que ouviu seu pedido de desculpas, nada do que aconteceu antes parecia importante.

— Eu só ia deixar o Jiyun na creche e voltar direto para casa.

Só então Do-Heon desfez a expressão endurecida. Era uma diferença sutil, mas Cheongyeon já distinguia isso com facilidade. Que ele tinha ficado aliviado.

— Mas desde quando você está esperando aqui?

— Faz pouco.

— …Mentira.

Quando ele estreitou os olhos e cobrou, Do-Heon riu de leve.

— Provavelmente desde umas cinco.

— P-por que você veio tão cedo assim?

— Porque eu temi que dessa vez também você ficasse muito tempo longe de casa.

— Isso…

Quando Do-Heon mencionou o divórcio de antes, Cheongyeon ficou sem palavras. Logo balançou a cabeça com firmeza. E então, em vez de explicar o que sentia, hesitou um pouco e se aproximou de Do-Heon, abraçando-o com força pela cintura.

— Papai, abraça! Abraça maaais!

Jiyun, que aparentemente gostou de a família toda estar abraçada, gritou animado.

Diante do cheiro e do feromônio de Do-Heon que lhe entravam fundo nos pulmões, Cheongyeon sentiu alívio. E, ao mesmo tempo, culpa.

— Sair de casa sem dizer nada foi erro meu. Desculpa por agir do meu jeito. Não vai mais acontecer como daquela vez. De verdade…

Quando ele murmurou com o rosto enterrado em seu peito, Do-Heon envolveu firmemente seus ombros.

E, enquanto sentiam por um instante o calor um do outro, Cheongyeon ergueu a cabeça como quem lembra de algo e encarou Do-Heon.

— Mas… você vai ser contra a cena de ação até o fim mesmo?

Olhando para Cheongyeon com cara de choro, Do-Heon suspirou. Ele desfez o abraço em silêncio, abriu a porta do carro e pôs Jiyun na cadeirinha.

Depois abriu a porta para que Cheongyeon entrasse no banco do carona.

— Se você quer fazer, eu não posso te impedir até o fim.

— Ué, então…

Quando Cheongyeon se sentou docilmente no banco do carona, ele fechou a porta. Logo Do-Heon entrou no banco do motorista, segurou o volante e falou.

— Mas tem uma condição.

∙ ∙ ∙ ∙ ∙ ∙

— Isso é uma condição? É sério?

Cheongyeon olhou ao redor, incrédulo, ao entrar no dojo de judô. Parecia que ele tinha alugado o local inteiro, porque no salão amplo havia apenas três pessoas: Do-Heon, Cheongyeon e um homem que parecia ser o mestre.

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

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Sinopse: 

Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
Nome alternativo: Ex Patrocinador Ex Sponsor

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